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sexta-feira, novembro 04, 2005

Reencontros 

1. Ontem chego à sala de aula da minha turma do 3º ciclo do ensino recorrente nocturno e à porta, a conversar com os meus alunos, vejo uma cara familiar. Entro na sala, seguido pelos alunos e pela cara familiar. Trata-se da A., aluna louríssima de quem fui professor em outra escola da cidade há uns anos. Andava nessa altura no 8º ano, integrada numa das turmas mais complicadas que me passaram pelas mãos.
As voltas que o mundo dá. A. era uma aluna considerada rebelde, e que fazia jus à sua fama, impertinente e fervia em muito pouca água. Recordo-me de ter tido vários problemas com ela. Está muito mais calma [a idade tem destas coisas] e constituiu família. Fico contente por reencontrá-la e verificar que, em linguagem de conselho de turma, não "se perdeu".

2. Já aqui há umas semanas havia tido um outro encontro imediato num restaurante da cidade com outro ex-aluno, de cujo não consigo recordar-me. Estava com uma criança, uma menina, ao colo. A princípio não o reconheci e não fosse ele ter-se-me dirigido com um "olá, professor, como está?" e não o teria reconhecido. Este agora jovem pai - "é a minha filhota, professor" - foi meu aluno na mesma escola e no mesmo ano lectivo de A. mas no 11º ano. Lembro-me que tinha uma irredutível aversão pela Língua Inglesa, aversão que acabava por projectar em quem, perante ele, a representava: no caso eu. Águas passadas.

3. Umas semanas antes, num dos bares da cidade entra T. acompanhado de um amigo. T. é outro ex-aluno que encontro com frequência [costumo ir ao restaurante de que é, creio, sócio]. por algum estranho motivo, T. achou que devia fazer ao amigo que eu tinha sido seu professor. "Também foi meu", respondeu-lhe o outro. Quase me engasguei com a imperial [sim, os professores também bebem a sua imperialzita]. Não o reconheci. Só quando me disse o nome me lembrei dele. O R. era um puto gordo [e irritante] que me detestava pela simples razão de eu ser professor de Inglês e de insistir com ele para que mostrasse um bocadinho mais de "aplicação nas actividades lectivas" [enfim, que participasse nas aulas, fizesse o raio dos exercícios e os trabalhos de casa]. Agora está diferente, magro e simpático, e quase me engasguei pela segunda vez com a imperial quando me pediu desculpa pelo seu comportamento enquanto meu aluno do 8º ano [no ano lectivo de 1996/97].

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