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quinta-feira, julho 14, 2005

A insustentável leveza de uma classificação 

[Agora que acabaram as reuniões de avaliação e as reuniões de reapreciação]

Todos os anos lectivos é a mesma coisa. Nas reuniões de avaliação sucedem-se pequenas situações que continuam a deixar-me pasmado, mesmo depois de todos estes anos. Problema meu, decerto, fruto da minha intolerância.
Quando um professor atribui - "propõe" no palavreado da lei - uma classificação, supõe-se que o faça em consciência, após cuidada análise e ponderadareflexão. Seria, portanto, de supor que, chegado à reunião de avaliação, não restassem ao professor grandes dúvidas sobre as classificações a atribuir na respectiva disciplina [logicamente há sempre aqueles casos complicados em que, mesmo depois de decididos, ficamos sempre a pensar se teremos agido com inteira justiça].
Ora acontece que continuo a pasmar perante a facilidade com que certos "colegas" alteram as suas classificações no decorrer das reuniões apenas porque constatam que mais um valor sobe - inflaciona - a média do aluno [na sua disciplina ou nas contas finais]. Isto acontece em todos os anos do ensino secundário. Depois admiram-se com as "discrepâncias" entre as classificações internas e as classificações de exame no 12º ano...
Claro que tudo é feito com a melhor das intenções. Estou farto de ouvir "colegas" justificarem-se com o bem dos alunos e etc e tal. Acontece que a mim não me convencem. Não é "dando" ao aluno a classificação de que ele precisa para se "safar" no exame que se ajuda o aluno. Ajuda-se o aluno exigindo-lhe durante o ano lectivo que se esforce e dê o seu melhor para no final ser recompensado com a classificação que merece. O que, há demasiado tempo e cada vez mais frequentemente, andamos a fazer no sistema educativo português é ensinar os nossos alunos que as coisas se conseguem sem eforço, sacrificio ou dedicação. Daqui a uns tempos os nossos meninos vão ser largados na vida a pensar que tudo se consegue porque sim e, então, será tarde demais para os ajudar.

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quinta-feira, julho 07, 2005

Fucking bastards! 

Today I am not a teacher of English. Today I am an English teacher, from London.

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