<$BlogRSDUrl$>

sábado, julho 31, 2004

Interrupção das actividades bloguísticas 

Este blog entra em férias daqui a alguns minutos. Daqui a um mês regressarei [se o bloguístico vício não me arrastar até algum computador para mandar umas "postas" até lá].
Boas férias e até Setembro.

|

The never-ending trapalhada starring o polvo 

A notícia tem dois dias mas só hoje tropecei nela. A ser verdade, prepara-se mais uma enormíssima trapalhada para final de Agosto e princípio de Setembro.

«[...] O Governo prepara-se para aprovar um decreto-lei que deverá impor alterações no regime de concursos de professores que começou a ser aplicado este ano. O objectivo é evitar atrasos no início do ano lectivo 2004/2005 [...]
A Direcção-Geral de Recursos Humanos da Educação deverá fazer publicar um aviso, em edição de Agosto do Diário da República , segundo o qual vão ser encurtados os prazos para a apresentação de candidaturas aos lugares de quadro de zona pedagógica e de alguns destacamentos.
Além disso, o Ministério da Educação pretende ainda que todas estas candidaturas sejam feitas, "obrigatoriamente", através da Internet [...]»

Encurtar prazos? Candidaturas obrigatoriamente através da Internet?
Ainda haverá por aí ingénuos que acham que o próximo ano lectivo vai começar a tempo e horas?

|

quinta-feira, julho 29, 2004

Grau de dificuldade?! Falhas?! Pode lá ser... 

A Associação Portuguesa de Professores de Alemão e o Colégio de Educação da Ordem dos Biólogos não gostaram da discrepância, quanto ao grau de dificuldade, entre as provas de exame da 1ª e da 2ª fase das respectivas disciplinas.
A APPA queixou-se também de algumas falhas na eleboração das provas de alemão, o que, juntamente com o grau de dificuldade da prova da 1ª fase, fez baixar a média nacional naquela disciplina para 7,4 valores. Eu continuo a preferir
a minha explicação para a catástrofe que aconteceu com as notas de Alemão...


|
Ainda não foi o meu último dia na escola onde me encontro deslocado, mas quase. E a história dos anos anteriores repetiu-se. Ele foi a dona L. dos serviços administrativos, ele foi o senhor J. do café e mais a dona F. da papelaria/livraria ao lado da escola. "Então, sô tor, para o ano fica cá?". Eu sei lá se fico, respondo a pensar para com os meus botões [das calças que nesta época só uso t-shirts] que espero bem que não.
O problema este ano é que com todas as asneiras do polvo, não só não faço a mínima ideia de para onde serei deslocado no próximo ano lectivo como também não sei quando o saberei. Mais, toda esta incerteza promete arruinar-me as férias [a mim como a milhares de outros professores]. As listas definitivas - que deveriam ter sido publicadas em Maio! - hão-de aparecer, dizem eles, algures em Agosto. Precisamente na altura em que a maioria de nós está de férias. Precisamente na altura em que eu deveria estar bem longe, algures na Europa. Será que posso ir de férias descansado?

|

quarta-feira, julho 28, 2004

Do Programa do XVI Governo Constitucional 

O texto abaixo não será das leituras mais leves para estes dias estivais, mas compensa. Trata-se do excerto do Programa do XVI Governo Constitucional dedicado à Educação.
Como dizem os anglófonos, enjoy the ride!
[Sublinhados - amarelados - meus]
 
IV - INVESTIR NA QUALIFICAÇÃO DOS PORTUGUESES
 
2. EDUCAÇÃO
 
O futuro de Portugal está indissociavelmente ligado ao que de bom ou mau for realizado no plano da qualidade da educação e da formação. Promover o crescimento sustentado do país, com os desejados níveis de coesão e qualificação é um desafio que o Governo pretende ganhar.
Este desafio centra-se no domínio cultural, mas concretiza-se na afirmação cívica dos portugueses e na qualificação dos recursos humanos. Por isso, o Governo entende como decisiva a continuidade da opção estratégica de articulação entre as políticas de educação e formação.
Para tanto, o Governo irá:
- defender uma escola assente no respeito por valores como o trabalho, a disciplina, a exigência, o rigor e a competência, na busca da excelência;
- desenvolver políticas educativas que dêem respostas objectivas às necessidades de cada aluno, a fim de melhorar a sua educação e a sua formação, prosseguindo metas ambiciosas aferidas internacionalmente e combatendo assimetrias sociais e regionais;
- valorizar e fazer respeitar o estatuto do docente, prestigiar a profissão e consolidar as condições de estabilidade, motivação e de formação necessárias para ganhar os desafios de uma sociedade em constante mutação;
- continuar o desenvolvimento de uma cultura de avaliação das instituições, dos docentes, dos funcionários e dos alunos, que tenha consequências no seu desempenho e no desenvolvimento organizacional, profissional e humano.
Isto, apostando numa educação:
- com sentido de modernidade, que ajude a combater os atrasos estruturais e os bloqueios ao desenvolvimento da cultura científica;
- de responsabilidade, em que cada agente assuma o papel que lhe é devido no desenvolvimento da sua actividade e na afirmação da cidadania;
- aberta ao mundo, que prepare os nossos jovens para os desafios da globalização;
- mais solidária, que não esqueça aqueles que verdadeiramente precisam;
- e que reforce a identidade nacional, incentivando o orgulho na nossa história, na nossa língua e na nossa cultura.
A acção governativa continua a ter como pressuposto essencial, contrariar o estatismo a que está sujeita a educação em Portugal.
O quase monopólio da escola pública que ainda existe, em todos os níveis de ensino, não é o modelo desejável. Não por ser pública, mas pelo facto de há muito estar sujeita a limitações no seu funcionamento e na sua cultura, que contrariam o princípio constitucional da liberdade de ensinar e aprender, de escolher e de aceder a um bem que toda a população portuguesa sustenta.
Um maior equilíbrio entre as organizações pública, social e privada, enquanto destinatários das políticas educativas e do esforço de financiamento, é um objectivo que importa alcançar.
Baseando-se nestes princípios fundamentais, o XVI Governo Constitucional, no seguimento da política do anterior Governo, levará à prática, em matéria de educação e formação, as seguintes medidas:
- a avaliação do desempenho das escolas, com publicitação dos resultados e criação de um sistema de distinção do mérito e de apoio às que demonstrem maiores carências;
- o desenvolvimento de condições que promovam a melhoria dos desempenhos na literacia e numeracia;
- o desenvolvimento de um conjunto de iniciativas sistematizadas de combate ao abandono durante a escolaridade obrigatória e desenvolvimento de centros de apoio social escolar (equipas multidisciplinares para apoio aos alunos e famílias carenciadas e desestruturadas);
- o desenvolvimento do sistema de avaliação aferida em cada um dos ciclos do ensino básico visando a sua integração no sistema de avaliação regular;
- a promoção do ensino tecnológico e do ensino profissional, em estreita articulação com os centros de formação, de forma a dotar de competências adequadas todos os alunos que tendo concluído a escolaridade básica, desejem entrar no mercado de trabalho;
- a progressiva transferência de competências para a administração local, especialmente no pré-escolar e ensino básico, sem prejuízo das funções de coordenação e de avaliação a nível central;
- a promoção do crescimento e qualificação da rede social de ensino pré-escolar em articulação com as autarquias locais, as instituições privadas de solidariedade social (IPSS) e a iniciativa privada, de forma a atingir uma taxa de cobertura média de 90% no grupo etário dos 3 aos 5 anos;
- o aperfeiçoamento do modelo de recrutamento, vinculação e gestão dos recursos humanos, de modo a seleccionar os mais competentes em termos pedagógicos e científicos, bem como a reduzir o considerável número de docentes sem carga lectiva atribuída e o excessivo número de destacamentos e requisições;
- a criação de condições para a modernização e profissionalização da gestão dos estabelecimentos de ensino, simplificando processos, clarificando responsabilidades e prestigiando a figura do Director de Escola;
- a progressiva coordenação e integração tutelar da educação com a formação profissional inicial e ao longo da vida;
- a criação de uma rede na Internet exclusiva dos professores para apoio e interacção, facilitando a partilha de experiências, o desenvolvimento de trabalho em grupo e o acesso a informação e materiais;
- o desenvolvimento do programa de bibliotecas escolares e de um sistema de empréstimo de manuais aos alunos mais carenciados;
- a estruturação de um sistema que avalie e incentive a qualidade pedagógica e científica dos manuais escolares, de modo a reduzir o esforço que, anualmente, é exigido às famílias na sua aquisição;
- o forte investimento em programas de formação contínua de professores, com prioridade para o primeiro ciclo do ensino básico e para os domínios das tecnologias da informação e do multimédia;
- a promoção do desporto escolar, conferindo-lhe o estatuto de prioridade no que diz respeito à formação dos jovens.
A administração educativa deve atingir padrões mais elevados, quer de eficiência e estabilidade na utilização dos recursos humanos e materiais disponíveis, quer de eficácia na prossecução dos objectivos de gestão fixados.
Impõe-se, por isso, desenvolver o projecto em curso de reforma organizativa e de processos na Administração Educativa.
O Governo concretizará a estrutura orgânica dos serviços no respeito pelas regras de funcionamento da Administração Pública e da autonomia das escolas.
Dar-se-á corpo, de forma progressivamente mais intensa, à subsidiariedade da função autárquica para com a função central, através, sobretudo, de uma política de descentralização de competências e em nome de um maior envolvimento das comunidades locais e das famílias na vivência e no sucesso do sistema de ensino. Para tanto, o Governo promoverá as seguintes medidas:
- a progressiva articulação com o Ministério da Educação dos serviços da formação profissional e da educação de adultos, por forma a promover o ingresso dos jovens no mercado de trabalho e assegurar a sustentabilidade da educação e formação ao longo da vida;
- a simplificação da complexa e pesada estrutura administrativa desconcentrada, evitando a proliferação de níveis de decisão e de enquadramento da rede escolar;
- a concepção e o desenvolvimento de um sistema de informação integrado, que assegure ao Ministério da Educação os instrumentos indispensáveis ao planeamento e à gestão do sistema educativo e garanta aos cidadãos e instituições o acesso rápido à informação estatística actualizada, sistematizada e coerente.

|

sexta-feira, julho 23, 2004

Conta-me histórias... 

Adiada mais quinze dias a publicação das listas de colocação dos professores. Mesmo assim os cómicos do Governo continuam a garantir «que o ano escolar vai mesmo começar a 16 de Setemebro». Aquilo que me apetece dizer nesta altura é impublicável.

|

Carlos Paredes [1925 - 2004] 

Hoje perdemos Carlos Paredes. Hoje ficamos ainda mais pobres. Depois de há menos de um mês nos termos despedido de Sophia de Mello Breyner, hoje chegou a hora de dizermos "até sempre" Mestre Carlos Paredes.

Carlos Paredes é há anos um dos autores da banda sonora da portugalidade; alguém cuja obra corporiza aquilo que de melhor tem a cultura portuguesa. Não a cultura "oficial" e de fachada, mas a verdadeira cultura portuguesa. Como Gil Vicente, Luís de Camões, António Vieira, Eça de Queiroz, Fernando Pessoa, José Afonso ou Sophia de Mello Breyner e poucos mais, Carlos Paredes enriquece-nos e torna-nos melhores enquanto povo. Simultaneamente, Carlos Paredes não pertence a Portugal. Pertence à cultura universal. Não sejamos egoístas.


|

quinta-feira, julho 22, 2004

Pois temos muita sorte, nós 

Como não estou designado para nenhum dos serviços que ainda é preciso ir fazendo até ao final de Agosto, hoje deve ter sido, na prática, o meu último dia de trabalho. Uma vigilância de manhã - o que me obrigou a levantar às seis da matina - e estava o dia feito.
 
"Já estás de férias, não é? Bela vida a de profesor... Quem me dera!"
 
Sim, bela vida. Belíssima, sem dúvida. Se bela vida é não poder ausentar-me para lado nenhum porque do raio das colocações ninguém sabe nada, sim, bela vida. Se bela vida é andar constantemente nesta incerteza, sim bela vida. E andar com a casa de um lado para o outro e com a vida metida em caixotes.
 
Só não percebo porque é que no resto do ano praticamente ninguém me inveja esta "bela vida".
 
"Tu és professor? Epá, tu és é maluco! Livra! Professor, nunca na vida!..."
 
Afinal em que ficamos? Somos malucos ou somos uma malta cheia de sorte? Decidam-se por favor. E já agora, nunca ninguém vos disse que a inveja é uma coisa muito feia?

|

terça-feira, julho 20, 2004

Humor negro 

«Apostado em promover, antes de mais, uma educação de valores, o Governo [...] entende valorizar e fazer respeitar o estatuto do docente, prestigiar a profissão e criar condições de estabilidade, motivação e de formação necessárias para ganhar os desafios de uma sociedade em constante mutação [...]»
 
Quem se sentir respeitado, prestigiado, estável e motivado, ponha o dedo no ar...

|

segunda-feira, julho 19, 2004

Colegas online 

Fui dar agora mesmo uma volta lenta pelos BlogProfs. O Manuel, o Nélson e o  Giz já foram de férias [lucky bastards...]; o RJB não dá notícias há algum tempo; o André há alguns dias que não debate; o inglês abandonou a "carreira" [que não era bem uma carreira, era mais um biscate];  o par Mocho e Whitehall anda a ver coisas muito estranhas e engraçadas; já Ouguela continua cheia de vida; o Miguel anda triste; a Inês comenta a tomada de posse dos novos governantes; o Gustavo mantém a leitura em dia; este deve ter desistido e este idem. Ainda assim, parece que a nova tendência da blogoesfera nacional - acabar com os blogs -  ainda não atingiu os BlogProfs.



|

Para que não digam que só me lamento... 

... hoje quero aqui deixar o meu público agradecimento à menina J.V. por ter faltado ao exame nacional de Psicossociologia. Fiz 240 quilómetros para assinar a folha de presenças dos vigilantes e ainda cheguei a casa a horas de almoçar. A T.T. manda dizer que também te agradece, pequena.

|

Vocês são cá uns pessimistas, pá! 

«Fenprof: ano lectivo vai começar mais tarde para milhares de alunos
 
O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores, Paulo Sucena, estimou hoje que as aulas não vão começar na data prevista (16 de Setembro) para "milhares de alunos" porque o ano lectivo vai iniciar-se em condições "precárias e anormais".»
 
Esta rapaziada da Fenprof é mesmo do contra, caramba! A senhora ainda nem teve tempo de decorar o caminho para o seu gabinete na 5 de Outubro e já estão com provocações. Sinceramente. Mas porque haveria o ano lectivo de começar mais tarde para milhares de alunos? Só porque houve uns problemazitos nos concursos de colocação de professores? Que maldade...

|

domingo, julho 18, 2004

A senhora que se segue 

Maria do Carmo da Costa Seabra é a nova ministra da Educação. Bom trabalho é o que lhe desejo. Contudo, perdoar-me-ão o pessimismo, não creio que do polvo possamos esperar outra coisa que não os habituais disparates. E por falar em disparates, alguém me diz onde vou ser colocado no próximo ano lectivo? Antes do início do próximo ano lectivo propriamente dito, de preferência.
Entretanto, também gostaria que me explicassem, lentamente para eu poder perceber, quem é e que trabalho desenvolveu na área da educação a Srª Maria do Carmo da Costa Seabra.

|

quarta-feira, julho 14, 2004

Uma aparência de modernidade [volto à carga] 

«Seminário organizado pelo Movimento da Escola Moderna Portuguesa
Escola: "desprezo" pelas novas tecnologias em debate em Trás-os-Montes»


[...] Até dia 17, cerca de 400 professores vão debater na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) o que classificam como a "cegueira" do ensino actualmente leccionado em Portugal, uma "doença" que o movimento pedagógico atribui à incapacidade de as escolas se adaptarem às novas formas de comunicação [...]

[...] Segundo o responsável, a escola deve tomar consciência das novas formas de escrita associadas à Internet e às mensagens de telemóvel, aproveitando o "enorme poder que as tecnologias da informação exercem sobre os alunos", despertando-os cada vez mais para a comunicação [...]

[...] "Não acreditamos numa educação baseada em monólogos ou palestras dadas pelos professores. O ensino tem de ser muito mais interactivo e assente em fluxos de comunicação", sustentou Sérgio Niza [...]


In Público

Não resisto a transcrever igualmente dois comentários a esta notícia.

«Despeçam 50% das professoras com média superior a 14 a partir de 1984
Não acreditam? Não acreditem. Substituam-nas por professoras com notas entre 11,4 e 13,4. E até é fácil porque há cerca de 20.000 desempregadas. Fazer os trabalhos no computador e tirar notas superiores a 14 é muito difícil para pessoas que não são da área de informática. Era o que eu dizia: conseguem os trabalhos sem tocar numa única tecla do computador recorrendo ao "ameaçar-da-racha" e ao "mostrar-o-decote". Mas não desanimem! Dentro de 3 anos ides ter porfessoras em condições. É que de há dois anos para cá, na Universidade do Minho, as salas de informática estão cheias e eles já não caiem tanto na cantiga do "ameaçar-da-racha". Já começam a abrir os olhos.
José da Silva Maurício (Braga)»


«A culpa é dos ditadores !
Se os professores fossem devidamente seleccionados, haveria maior responsabilidade, empenho e inovação... mas como são as cunhas e a ditadura dos que mandam nas escolas a imperar... as coisas estão como há 30 anos atrás. Esse tipo de pessoas estúpidas não querem evoluir, querem lá saber de Internet... querem é tacho e prostitutas! E o pior está para vir, com os novos gestores das escolas... aí é que vai haver muita merda! Tenho vergonha e nojo de todos aqueles que não querem evoluir para a democracia!
Andrade (Vila Real)»


Sem comentários...

|

terça-feira, julho 13, 2004

Ainda as médias dos exames nacionais 

Apenas duas disciplinas tiveram este ano médias nacionais abaixo dos 9,5 valores: Alemão [7,4] e Matemática [8,8]. No segundo caso ainda percebo a média negativa: é o ritual do habitual. O caso do Alemão só pode ter a ver com o Euro 2004: os nossos estudantes estavam a contar com um estudo de tipo diferente mas como a selecção alemã de futebol foi para casa mais cedo e com ela a maioria dos alemães que por cá estiveram, não lhes foi possível praticarem em situação real a língua de Goethe. Isto anda tudo ligado.

|

Qual é o espanto?! 

Sairam ontem as notas da primeira fase dos exames nacionais e a média baixou em todas as disciplinas. E daí?! Qual é a surpresa? Toda a gente sabe que a rapaziada não teve nem tempo nem pachorra para livros, fotcópias e apontamentos. Ele foi o Rock in Rio, ele foi o Super Bock Super Rock, ele foi principlamente o Euro 2004... E nestas coisas, já se sabe, há que estabelecer prioridades e a auto-estima e a imagem de Portugal no estrangeiro não são coisas para andar a brincar. Além disso, exames há todos os anos [e em duas fases!] e o Euro sabe-se lá quando é que voltamos a ter um "evento" destes!

|

segunda-feira, julho 12, 2004

Sempre a rir... 

O sentido de humor do polvo é algo de absolutamente espantoso. Veja-se só esta anedota oriunda da 5 de Outubro: «O Ministério da Educação assegura que a crise política que se instalou no País com a demissão do primeiro-ministro, Durão Barroso, não vai afectar o processo de concurso e colocação de professores. Constituindo este um "acto de gestão administrativa, vai continuar a decorrer dentro dos prazos e com a finalidade prevista", afiança o Ministério da Educação [...]». Depois de tudo o que já aconteceu este ano com o concurso e colocação de professores, esta só pode ser uma piada [de muito mau gosto]. Constou-me entretanto que uma das próximas edições do programa Levanta-te e ri vai ser emitida em directo da Avenida 5 de Outubro.

|

sábado, julho 10, 2004

Não será exactamente uma polémica, mas... 

O "post dos computadores" deu que "postar" noutro lado. Passem por que vale a pena.

|

sexta-feira, julho 09, 2004

Eu também não desisto 


Já o mesmo não se pode dizer do nosso ex-primeiro ministro que na primeira oportunidade resolveu sair de Portugal. Pena que o senhor não tenha seguido o lema deste plano dos ministérios da Educação e da Solidariedade Social. Ao longo de dois anos, a personagem que agora quer ser conhecida internacionalmente como José Manuel Barroso foi deixando o país na situação que está à vista de todos. Agora faz as malas e, basicamente, desiste. Nós ficamos por cá. Quanto mais não seja porque, à esmagadora maioria de nós, não nos resta outra escolha. Obrigado senhor Durão. E já agora, não volte. Não vou ter saudades suas.

|

segunda-feira, julho 05, 2004

Crianças e traumas 

Atrevo-me a reproduzir aqui um excerto de um texto de Francisco Jose Viegas, retirado do excelente Aviz.
«[...] Esta ideia de que as crianças devem ser protegidas de todas as emoções (sobretudo das que vivem mais intensamente) é uma doença hilariante dos profissionais do sector e da imprensa que adora traumas em cabeça de página. No início do ano, as crianças sofrem do stress do início do ano escolar. O stress do Natal vem a seguir. O stress das notas de final de período escolar aparece depois. E o stress das férias faz a sua aparição nesta altura. Se pudesse haver um mundo em que todas as emoções pudessem ser controladas directamente dos consultórios dos psicólogos, esse mundo protegeria as crianças até ao limite, poupando-as à alegria, à desilusão e às lágrimas. E o mundo seria tão perfeito que qualquer abalo teria um peso insuportável; as crianças não conheceriam a dor da derrota nem a euforia histérica da comemoração. Seriam ensinadas a pensar que não havia impostos, exames finais, horários de refeições, trabalhos escolares e que as caixas de Multibanco fornecem dinheiro livremente. Alguém explicaria que excesso e ausência seriam pecados terminais. Esta gente transforma o mundo num precipício.»
Este pequeno texto deveria ser obrigatoriamente distribuido em todas as nossas escolas. Imediatamente.

|

Mil 

Este blog encaminha-se para a marca dos mil visitantes [há uns minutos faltavam 8]. Não vou oferecer nenhum brinde ao visitante número mil, mas deixo já aqui o meu agradecimento a todos quantos por aqui têm passado e, perdoar-me-ão, um agradecimento especial aos "repetentes" [quase todos "donos" de outros blogs].

|

Comentários 

Foi com um surpresa e um sorriso nos lábios que acompanhei a mini-polémica provocada pelo post sobre os computadores na minha escola. Não é meu hábito referir-me aos comentários que os leitores livremente deixam neste blog mas não resisto a reproduzir este comentário de alguém que se deve ter esquecido de assinar o dito cujo, mas que é nitidamente um profundo conhecedor dos sistemas educativos de países mais evoluídos do que o nosso. O comentário é auto-esclarecedor.
«já agora: em tua casa quem mantém o teu pc? e porque é que as escolas hão-de ter escravos para desenrascar as nabices de toda a gente que não tem um pingo de vergonha e não quer investir tempo e dinheiro em si próprio, dizendo sempre que isso é da responsabilidade da escola? E quantos são os professores que passam muitos minutos a imprimir parolices e tudo o que lhes passa pelos olhos (e que em casa nem se atrevem...)? Em quantos países "evoluídos" e ricos há pc's para os professores usarem indiscriminadamente? Só mesmo em Portugal é que os professores se queixam de barriga cheia. Em França, Irlanda, Itália, Noruega, não há pc's "livres" para os docentes. Muito menos nas salas de convívio dos docentes... Mal chegam para os alunos... (falo de escolas da rede pública).»

|

Férias [daqui até lá não me doa a barriga...] 

Daqui a precisamente um mês entro de férias. Serão umas férias que imodestamente reputo de bem merecidas depois do ano lectivo que, então, terá ficado para trás. Sensivelmente um mês mais tarde, em Setembro, regressarei ao trabalho numa outra qualquer escola deste pequeno país que para tantos de nós parece tão imenso. Nessa altura, espero sinceramente estar numa escola um bocadinho mais perto de casa e, já agora, melhor organizada, com melhores condições de trabalho, com melhor ambiente entre alunos, professores e funcionários. Resumidamente, numa escola onde todos trabalhem para um objectivo comum, para um bem comum. Quando entrar de férias também já teremos novo ministro a tentar dominar o polvo, mas isso é outra conversa.

|

Gallus domesticus versus Gallus prezygoticos 

«As educators we should strive to inform our students, challenge their assumptions, and enlighten their minds. Occasionally educators may fall into the trap of overusing certain inaccurate popular phrases or expressions.»
Randy Garner, Which Came First, The Chicken or The Egg? A Foul Metaphor for Teaching, Radical Pedagogy (2003)

|

This page is powered by Blogger. Isn't yours?

Weblog Commenting and Trackback by HaloScan.com on-line