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terça-feira, setembro 28, 2004

Esta miudagem é tramada! 

Vejam lá se não é: MMM, do BlogDaMiúda publicou isto há pouco mais de uma hora:

«Eia!
Software desenvolvido em tempo record... devolve listas de colocação de professores, antes do previsto!
Que venham bem depuradinhas... desta vez!

Actualização: 22h50
Más notícias!
Acabei de saber. Um colega meu, ficou colocado numa Escola a que não concorreu e... que... também não existe, - Código: 404585. Temo que ainda não seja desta!!!»


Esta miudagem realmente! Então os senhores e as senhoras lá do Polvo esfalfam-se para colocar os professores antes do dia 30 deste mês e esta miudagem só sabe criticar e procurar defeitos?

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Curiosity killed the cat 

Sabem quem é Maria do Carmo Seabra? A mim disseram-me que a senhora é Ministra da Educação do XVI Governo Constitucional. Sabem quantas escolas a senhora já visitou desde 17 de Julho [data em que passou a exercer o tal cargo]? A mim disseram-me que nenhuma, mas eu não acreditei... Não pode ser, pois não?

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Atestados médicos 

Ou muito me engano ou as suspeitas sobre os atestados médicos, alegadamente falsos ou pelo menos duvidosos, que milhares de professores entregaram para conseguirem destacamentos em condições vantajosas não vão levar a lado nenhum. É que se milhares de professores entregaram os tais atestados médicos, milhares de médicos os passaram. E, que me desculpem os médicos, mas em Portugal ainda há classes profissionais virtualmente intocáveis e a dos médicos é uma delas.
Ainda a propósito, é estranho que sobre esta situação, a comunicação social continue a falar unicamente sobre os professores que entregaram os tais atestados [médicos] e as investigações visando os professores que entregaram os tais atestados [médicos]. Sobre os médicos que passaram os tais atestados [médicos] nem a mais leve referência. Atestados médicos. Passados por médicos.
Investigue-se. Apure-se a verdade. Castigue-se, de forma exemplar e severa, os eventuais prevaricadores. Sejam eles médicos ou professores.

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Old comrades... 

Não posso deixar de mandar publicamente um abraço ao meu amigo H.J., velho companheiro de outras guerras [Coimbra...] e parceiro de desventuras no último ano lectivo, que finalmente pode dizer às filhas para onde vai ensinar meninos este ano. Hang in there, mate!

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Como, pelos vistos é possível, quebrei o silêncio 

Elas aí estão. Aí estou eu também de volta. Quando tiver mais algum tempo, a mensagem aqui em cima será apagada.

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Será possível??? 

Acabado de sair da última aula do dia, entro no carro, ligo a TSF e ouço uma notícia verdadeiramente espantosa: as listas de colocação já estão disponíveis online! Absolutamente extraordinário: em menos de uma semana, e manualmente, o Ministério [via DGRHE]fez o que em seis meses não havia conseguido com um sistema informático de milhares de contos.
Neste momento de alívio para milhares de professores, assaltam-me, porém, algumas dúvidas. Em primeiro lugar, uma óbvia: se manualmente foi possível fazer as listas em menos de uma semana, porque não o fizeram antes, poupando, além de alguns milhares de contos do erário público, a angústia em que se viram lançadas milhares de pessoas [professores e respectivas famílias, alunos e respectivas famílias]? Em segundo lugar, uma dúvida ficará para sempre a pairar sobre o Ministério: serão estas listas fiáveis? Em terceiro lugar, o que irá acontecer depois de todos os processos de professores que pediram destacamento por condições específicas terem sido analisados / investigados?
Entretanto, espero muito sinceramente que este tenha sido o ponto final num processo caótico, cruel e absurdo que abalou o já de si frágil edifício que é o sistema educativo português. E que as escolas possam definitivamente arrancar com o ano lectivo de modo a cumprirem o seu papel fundamental: preparar os nossos alunos.

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terça-feira, setembro 21, 2004

Mixed feelings 

Ainda mal tive tempo para conhecer os manuais com os quais vou trabalhar ao longo deste ano lectivo. Ainda nem sequer tive a oportunidade de consultar as planificações já elaboradas para o presente ano lectivo ou o projecto educativo da escola ou o respectivo regulamento interno, nem mesmo o programa de um curso profissional que terei que leccionar. Ainda não conheço a totalidade do meu departamento nem tenho a chave das salas de aula. Ainda estou perdido na escola onde me apresentei ontem ao final da tarde. Na minha escola as aulas começaram ontem [sorte dos alunos que estã numa escola com um corpo docente mais ou menos estável e onde já não faltam muitos professores] e hoje já conheci praticamente metade dos alunos que ao longo deste ano me irão aturar. A esses e para os que ainda irei conhecer até final desta semana os meus votos de um bom ano lectivo.
Ao mesmo tempo não consigo deixar de me sentir um verdadeiro privilegiado. Enquanto 50 000 - CINQUENTA MIL - professores continuam a [des]esperar, eu já estou colocado. Por eles, este blog vai silenciar-se até que as famigeradas listas sejam definitivamente publicadas.

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Ainda... 

«Temporariamente indisponivel. Pedimos desculpa pelo incomodo.»

CONCURSOS 2004-2005 (DOCENTES) Área de candidatos, Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação

P.S.: A falta de acentos no aviso acima transcrito é da exclusiva responsabilidade do Ministerio da Educacao...

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Até quando?! 

«Os resultados das listas de afectação, destacamento e contratação deixaram de estar disponíveis. Será transmitida nova informação quando possível.»

Direcção Geral dos Recursos Humanos da Educação

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segunda-feira, setembro 20, 2004

Finalmente... 

... acabou-se o meu longo fim-de-semana. Foi-me hoje comunicada a minha colocação numa escola [e pertinho de casa!]. Como na minha escola de origem tenho horário zero, não tenho que continuar à espera das colocações em destacamento. Agora sim, começa finalmente o meu ano lectivo e amanhã já começo a conhecer os meus alunos.
A todos aqueles que ainda [des]esperam deixo aqui a minha palavra de solidariedade.

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sábado, setembro 18, 2004

Ah... o fim-de-semana 

O fim-de-semana? Eu estou de fim-de-semana desde que acabaram as férias. Só pode ser um record mundial: já vou a caminho do 19º dia de fim-de-semana! Eu e mais uns quantos milhares, claro.

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Some heads are gonna roll 

«Até ao final do mês a ministra da Educação deverá demitir dois altos cargos do ministério. A notícia é avançada, este sábado, pelo semanário Expresso»
Espero para ver quantas e que cabeças, vão rolar. Será que apenas duas pessoas, "coincidentemente" nomeadas nos tempos de Guterres, são responsáveis por tão grande número de asneiras? A ser verdade, isso significa uma de duas coisas: ou essas pessoas, nomeadas nos anos 90, são extremamente incompetentes ou agiram de má-fé para boicotar a colocação de professores e embaraçar o governo. Em qualquer dos casos, a ser verdade repito que apenas duas pessoas sejam responsáveis por tamanho caos, ninguém ainda tinha dado por nada?! Andam todos a dormir lá pela 5 de Outubro?
Há aqui algo que não bate certo e tenho para mim que jamais saberemos exactamente porque aconteceu tudo isto [e convém não esquecer que já no ano passado tinha havido muitos erros no concurso da colocação de professores].

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sexta-feira, setembro 17, 2004

Thank you very much 

O número de visitas e de page views de um blog tem o valor que tem, mas é sempre bom ver que diário pessoal" de um professor já suscitou mais de dois milhares de visitas e um número incerto de comentários. A todos os que por aqui passam o meu humilde obrigado. Voltem sempre.

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Importa-se de repetir??? 

"A culpa, de facto, não é deste Governo: os responsáveis pelo sistema (que falhou) estão em funções desde 1996 "

Será possível que o senhor Pedro estivesse a falar a sério? Em 12 anos que já levo de carreira docente NUNCA vi uma trapalhada tão grande como este ano. Quem introduziu o actual sistema foi o anterior governo. O anterior governo, senhor Pedro! Da coligação PSD/PP. O senhor António terá muitas responsabilidades em muitas asneiras, mas esta é vossa, senhor Pedro. apenas e só do PSD e do CDS. Tenham vergonha e não brinquem mais connosco professores nem com os nossos alunos.

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Só pode estar a gozar... 

"A entrada do ano lectivo correu mal. É o que deve dizer o primeiro-ministro nesta ocasião."
"importa agora assegurar que o processo chegue ao seu termo, tão rápido quanto possível"
"Não posso fazer nenhuma jura por aquele sistema de computadores"
"a trabalhar com tanta intensidade quanto possível para que as aulas abram até dia 23"
"nalguns casos, é um eufemismo dizer-se que começou o ano lectivo"
"A culpa, de facto, não é deste Governo: os responsáveis pelo sistema (que falhou) estão em funções desde 1996 "
"a Educação precisa de estabilidade"
"[O Governo vai] mudar o sistema. Vamos procurar trabalhar no sentido da descentralização e de uma maior sensatez no sistema"
"Não gosto de ver uma ministra dizer isto está a funcionar, sabendo que no resto do país a situação não é a mesma"
"Como primeiro-ministro, o que tenho de fazer é garantir que não volta a acontecer"

Copy-paste não autorizado e não editado do Público de hoje. As declarações do senhor Pedro são esclarecedoras. Estes senhores continuam a brincar com o sistema de ensino.

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quarta-feira, setembro 15, 2004

Estudos superiores 

Este estudo da OCDE apresenta conclusões interessantes - e tristes - sobre o estado da educação em Portugal, resultados que nos permitem tirar algumas ilações sobre a atitude do Estado português perante a educação.
As más notícias: os professores portugueses são mal pagos (olha a novidade...) e os alunos portugueses são dos que têm menos horas de aulas.
A boa notícia é que o número de portugueses a frequentar o ensino superior aumentou em 20% nos últimos dez anos. Mas atenção: esta percentagem refere-se ao número de matrículas no ensino superior (Enrolment in tertiary education, which covers both university-level education and high-level vocational programmes), ou seja não se refere ao número dos que realmente concluem estudos superiores (em Portugal a taxa da insucesso e abandono nos estudos superiores é catastrófica e muitos cursos superiores têm entre nós uma qualidade e utilidade mais que duvidosa).
Continuamos, portanto, numa situação lamentável. Nada de novo.

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Surpresa! 

Esta foi mesmo uma grande surpresa...

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terça-feira, setembro 14, 2004

Desculpem lá qualquer coisinha 

José Pacheco Pereira afirma-se cada vez mais como o rosto visível da oposição ao governo de coligação PPD/PP (ou PSD/CDS ou PSD-PPD/CDS-PP ou PSL/PP ou lá que raio é...). Na passada Sexta-feira publicou na Sábado um texto a propósito da colocação de professores para o próximo ano lectivo, que se inicia a 16 de Setembro (pausa para uma longa gargalhada e um suspiro de tristeza).
Aí ficam alguns excertos do texto em causa.

«A colocação de professores é vista por muita gente de forma abstracta e instrumental. Para os pais significa o alívio de ter os filhos fora de casa. Para as escolas, a criação de condições para poderem funcionar com regularidade. Para a maioria das pessoas, é o "início do ano lectivo", um momento politizado da agenda comunicacional, que está em causa. Para muitos professores, significa a organização da vida toda e das suas familias. Este ano significa a sua desorganização.
Com os atrasos ocorridos, os profesores vão saber, na melhor das hipóteses, onde vão viver o próximo ano, a uma semana de terem que se apresentar nas escolas, que podem ser no canto oposto do país. Se são sozinhos e solteiros, não é difícil. S têm familia e filhos (e muitas professoras são jovens mães), já tudo é muito complicado. O atraso nas colocações é uma enorme petrubação nas suas vidas, afectando dezenas de milhares de pessoas. Sem vantagem para ninguém. Inutilmente.»

«Nenhuma profissão em Portugal, nenhum sector com este peso numérico, está nestas condições. Em abstracto, até não acharia mal que quem está no início da sua carreira aceite como normal uma grande mobilidade geográfica.»

«Insisto, não acho anormal esta instabilidade geográfica numa fase inicial de carreira em que ter um emprego se paga com sacrifício. Mas não é disso que se trata. Do que se trata é do Estado infernizar desnecessariamente, por erros seus, a vida de milhares de pessoas. Pelo menos um pedido de desculpas lhes era devido.»

José Pacheco Pereira, Sábado, nº 19 (10 a 16 de Setembro)

Só me resta acrescentar que a instabilidade geográfica a que milhares de professores e respectivas familias se sujeitam ao longo da sua carreira terá forçosamente reflexo a outros níveis, nomeadamente ao nível do seu equilíbrio psiquico-emocional e do seu desempenho profissional com consequências, aprazo ou não, no próprio desempenho dos seus alunos. Assim, parece-me que, neste momento e em vista da enorme vergonha que está a ser a colocação de professores para este ano lectivo, um pedido de desculpas é pouco. Muito pouco.

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sexta-feira, setembro 10, 2004

Saturação 

Quem acompanhou os meus posts no passado ano lectivo poderá ter ficado com a ideia de que não gosto por aí além de ser professor [ia escrever "dar aulas", mas...]. As aparências iludem. Apesar de tudo - que não é pouco - gosto. E devo dizer que, neste momento, estou farto, saturado, desta minha situação. É como se estivesse num limbo: estou colocado no quadro de nomeação definitiva de uma escola onde não irei leccionar e ainda não sei para onde serei "deslocado". E eles continuam a afirmar que o ano lectivo abre a 16... Nesta altura eu já deveria conhecer os meus colegas e já deveria estar ansioso por conhecer a minhas turmas e os meus alunos. Mas não. Graças à infinita incompetência de umas quantas mentes brilhantes, continuo no limbo. P*** que pariu! [if you pardon my french...]

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Vergonha 

«A Inspecção-Geral da Educação (IGE) está a investigar alegadas irregularidades nos atestados médicos que os professores candidatos aos destacamentos por condições específicas (doença, neste caso) entregaram nas escolas.»
Com brevidade: os "setores" que entregaram atestados médicos "irregulares" (falsos...) são uma vergonha para toda a classe docente; os "senhores doutores" que os passaram são uma vergonha para toda a classe médica. Por outro lado, todos aqueles (políticos) que neste país são responsáveis por um sistema que tão facilmente permite a fraude são uma vergonha para todo o país.
Contudo, uma dúvida me assalta: não serão todos eles um reflexo da sociedade que temos?
Por mim, todos deveriam ser sumariamente impedidos de exercer as respectivas funções.

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terça-feira, setembro 07, 2004

Não há bela sem senão 

"Quase um milhão de portugueses não sabe ler nem escrever. Os nove por cento de analfabetos colocariam Portugal no último lugar da União Europeia antes do alargamento."
Então qual é o problema? Já não estamos no último lugar. Neste momento devemos ter para aí uns dez países atrás de nós. Um salto evolutivo extraordinário e sem precedentes! Porém,
"Portugal é também o país da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos) com a maior taxa de abandono escolar: apenas 20 por cento dos portugueses chegam ao ensino secundário, ficando a grande maioria pela escolaridade obrigatória [...]" .
Um aborrecimento, pois então.

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Crime, podem eles dizer 

«A ministra da Educação pode vir a ser alvo de procedimento criminal por não ter respeitado as providências cautelares decretadas pelos tribunais no âmbito do concurso de professores. Isto para além de outras sanções previstas no Código de Processo dos Tribunais Administrativos (CPTA) que os juizes decidam eventualmente aplicar.»
Por uma vez não vou aqui dizer mal da ministra. Apesar de tudo, a senhora, desde que tomou posse, apenas tentou resolver a imensa trapalhada que herdou da anterior equipa ministerial. Não deixa de ser irónico, contudo, que quem se possa efectivamente "tramar" seja quem menos responsabilidades tem no desastroso processo de colocação de professores deste ano.

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sábado, setembro 04, 2004

O Ministério conhece e lamenta 

«O Ministério conhece e lamenta os problemas que estes atrasos na colocação levantaram aos docentes e às suas famílias. Neste contexto assegura que continuará a desenvolver os seus melhores esforços para minimizar os efeitos negativos decorrentes desta situação.»
O Ministério conhece e lamenta?! Duvido muito - para não dizer que tenho a certeza - que o polvo realmente conheça os problemas (nalguns casos dramas) que a sua incompetência e irresponsabilidade levantaram a milhares de professores e respectivas familias. Que lamente é pouco, muito pouco. E também me parece que nada do que possa fazer irá minimizar os estragos que este ano fez.

Só por curiosidade aí fica um breve excero do programa do actual governo (que até é decalcado do programa do anterior governo):
«(...] valorizar e fazer respeitar o estatuto do docente, prestigiar a profissão e consolidar as condições de estabilidade, motivação e de formação necessárias para ganhar os desafios de uma sociedade em constante mutação [...]»

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quinta-feira, setembro 02, 2004

A ministra. Quem é, o que diz, o que faz 

«Quem é?
Prof. Doutora Maria do Carmo Félix da Costa Seabra
Nasceu em Lisboa a 27 de Janeiro de 1955. É casada e tem dois filhos. Licenciada em Economia pela Universidade Católica (1977), é doutorada nesta área pela Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa (1987).
De 1975 a 1979 foi assistente de Economia na Universidade Católica e, desde 1987, leccionou na Universidade Nova, onde é, desde 1996, Professora Associada com Agregação (1989), ensinando basicamente disciplinas da área da Microeconomia, nos cursos de Licenciatura, Mestrado e Doutoramento. A sua actividade de investigação tem decorrido nesta área cientifica, tendo publicado vários trabalhos em revistas internacionais e apresentado comunicações em diversas Conferências.
Responsável nos órgãos de gestão da Faculdade de Economia da Universidade Nova, foi consultora de várias entidades, nacionais e estrangeiras e, de Julho de 2002 a Julho de 2004, administradora da Anacom. A 17 de Julho de 2004, tomou posse como Ministra da Educação do XVI Governo Constitucional.

O que diz?
Conteúdo ainda não disponível on-line.

O que Faz?
Conteúdo ainda não disponível on-line.»

Do site-sede do polvo. A professora doutora Maria do Carmo Félix da Costa Seabra é a pessoa ideal para liderar o polvo. Possui uma vasta experiência na área da... Microeconomia.

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O terror 

Na Ossétia do Norte, algumas centenas de pessoas, entre as quais um número incerto de crianças, continua sequestrada por um grupo de fanáticos que não olha a meios para atingir os seus fins. É o terror na sua mais devastadora expressão. É o ser humano a revelar a sua mais cruel e estúpida face. Na Ossétia como em Madrid, Belfast, Israel, Palestina, Nova Iorque, Bali, Moscovo, Sudão, Auschwitz...
Ainda continuaremos a achar que somos a mais inteligente espécie do planeta?

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quarta-feira, setembro 01, 2004

Bem escrever 

29 regras para bem escrever português da Saltapocinhas publicadas no seu Fábulas.

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Valerá a pena comentar? 

«O Governo propôs à Assembleia da República que o debate de amanhã da Comissão Permanente seja centrado na abertura do ano lectivo [...]»

in Público, 01 - 09 - 2004

Nós precisamos é de ACÇÃO e não de debates, senhores do governo [assim mesmo sem maiúscula]. Não que eu seja contra os debates, mas os debates na Assembleia da República [seja na Comissão Permanente, seja no plenário, seja nos corredores...] já todos sabemos o que são: um desfilar de vacuidades e vaidades, pedidos de esclarecimento que não são satisfeitos, defesas da honra, blah-blah-blah... Poupem-nos e poupem o nosso dinheiro. E já agora resolvam os problemas que criaram.

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Não me diga, minha senhora! 

«A ministra da Educação, Maria do Carmo Seabra, disse hoje [ontem] que os docentes que se sentiram prejudicados pelo concurso de colocação e que pretendam pedir indemnizações, "têm o direito e o dever de defender os seus direitos".»

in Público, 31 - 08 - 2004

Esta senhora ministra é de uma generosidade nada menos que comovente...

Haverá algum docente que não se sinta prejudicado pela vergonha a que a senhora ministra se refere como "concurso de colocação de docentes"?

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Um novo ano lectivo 

Oficialmente começou hoje o meu ano lectivo. Lá peguei no carrito - velho companheiro de tantas viagens pelo país [e até pela Europa] e fiz[emos] para cima de 400 kms [ida e volta] para me apresentar ao serviço na minha "escola de origem". Os Serviços Administrativos estavam, compreensivelmente, caóticos. As dúvidas e as hesitações abundam. Ninguém sabe nada ao certo. Nem Serviços Adminsitrativos, nem Conselho Executivo, nem DREC, nem... Muito menos eu.
A minha situação neste momento é "simples": estou colocado em quadro de nomeação definitiva numa escola a mais de 200 kms do local onde resido, escola onde tenho horário zero - ou seja, não há turmas para preencher o meu horário - e vou concorrer a destacamento. Acontece que até sairem os resultados dos destacamentos tenho que cumprir funções [reuniões de preparação do ano lectivo, nomeadamente] na minha escola de origem - a tal que fica a 200 kms de distância e na qual não irei de facto exercer qualquer tipo de funções. O que faço agora? Alugo um quarto provisoriamente? Faço não sei quantas vezes os 400 e muitos kms para participar em reuniões que não me interessam nada? Arranjo um atestado médico e fico refastelado em casa até que saiam os destacamentos? Ataco o polvo à bomba?

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